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Classificação e prova de café verde antes de comprar

Uma decisão de compra precisa de duas evidências: como o café verde parece na mão e como ele se mostra na mesa de prova. Uma rotina prática de classificação e prova, a mesma que o seu comprador vai aplicar.

8 min de leitura Atualizado 9 de outubro de 2026

A classificação é uma inspeção física do café verde; a prova (cupping) é uma degustação padronizada de amostras torradas. Juntas, mostram se um café vale o preço e se o lote entregue corresponde ao aprovado.

Classificação física

  1. Retire uma amostra representativa. A classificação da Specialty Coffee Association (SCA) usa 350 g de café verde.
  2. Cheire. O café verde deve ter cheiro fresco, de grama ou feno; cheiros de mofo, terra ou fermentado são um alerta.
  3. Meça a umidade, e a atividade de água se possível.
  4. Separe os defeitos à mão em uma superfície neutra: grãos pretos ou ardidos inteiros, dano por fungos, matéria estranha e dano por insetos são graves; quebrados, conchas, mal granados e parcialmente danificados são menores. O manual de classificação da SCA os agrupa em defeitos de Categoria 1 e Categoria 2, com tabelas de equivalência.
  5. Conte os defeitos como defeitos completos equivalentes, conforme o manual.
  6. Verifique o tamanho com peneiras; a peneira é medida em 64 avos de polegada, então peneira 18 significa furos de 18/64 de polegada. Tamanho uniforme torra de forma mais homogênea.
  7. Registre os resultados com a referência do lote.

Grau especial, em resumo

Pela classificação SCA, o café de grau especial não tem defeitos de Categoria 1 e tem no máximo cinco defeitos completos em uma amostra de 350 g, com umidade dentro da faixa aceita e xícara limpa. Consulte o padrão SCA vigente para os critérios completos.

Prova para comprar

Os protocolos de prova fixam todas as variáveis exceto o café. O protocolo SCA, muito usado no comércio, define uma torra de amostra clara a média, a proporção de 8,25 g de café para 150 ml de água, água logo abaixo da fervura, por volta de 93 °C, quebra da crosta em torno de quatro minutos e cinco xícaras por amostra para verificar uniformidade. Use sempre o mesmo protocolo para que as notas sejam comparáveis.

O que avaliarO que diz ao comprador
Fragrância e aromaFrescor e caráter; o envelhecimento aparece cedo
Sabor e finalizaçãoSe o café se encaixa no papel do cardápio
Acidez e corpoBrilho e peso, para decidir blends
Equilíbrio e doçuraComo vai se comportar em diferentes níveis de torra
Uniformidade e xícara limpaSe uma em cada cinco xícaras tem defeito: um problema do lote
DefeitosContaminações como mofo, fermentado ou fenol: motivos para recusar

Da nota à decisão

Uma nota só é útil comparada ao preço e ao propósito. Mantenha uma planilha simples para cada papel do cardápio: custo final por quilo, nota, descritores principais e se funcionou no blend ou no balcão.

Rotina de prova

  • Provar às cegas, com um café de referência conhecido na mesa
  • Dois provadores sempre que possível, comparando notas
  • Amostras de chegada provadas contra a amostra aprovada
  • Resultados guardados com o lote, não em um caderno

Onde a Roastnet ajuda

Perguntas que os torrefadores fazem

O que conta como defeito no café verde?
Falhas físicas como grãos pretos, ardidos, brocados, quebrados ou com fungos, e matéria estranha. Os sistemas de classificação pesam mais os defeitos graves do que os menores.
O que é uma boa nota de prova?
Na escala de 100 pontos de uso comum, cafés com 80 ou mais costumam ser descritos como especiais. As notas só são comparáveis dentro do mesmo protocolo e da mesma equipe.

Fontes oficiais

As regras mudam. Essas fontes foram verificadas em 9 de outubro de 2026; sempre confirme a posição atual com o órgão que as publica antes de agir.

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